::.. CARNAVAL 2002 - G.R.C.B.E.S. BRINCO DA MARQUESA................................
FICHA TÉCNICA
Data:  11/02/2002
Ordem de entrada:  4
Enredo:  Décadas de Ouro
Carnavalesco:  André Machado
Grupo:  
Classificação:  2º
Pontuação Total:  192,5
Nº de Componentes:  700
Nº de Alegorias :  ,
Nº de Alas :  13
Presidente:  José Augusto Faustino (Baio)
Diretor de Carnaval:  não consta
Diretoria de Harmonia:  não consta
Mestre de Bateria:  Mestre Osmar
Intérprete:  Alécio, Dudu e Frá
Coreógrafo da Comissão de Frente:  não consta
Rainha de Bateria:  não consta
Mestre-Sala:  Faustino
Porta-bandeira:  Fabíola
SAMBA-DE-ENREDO

BRINCO DA MARQUESA
COMPOSITOres: Thiago Barroca/ Danilo Alves/ Fra/ Regis

 

ÔÔÔÔ... o Brinco da Marquesa chegou!

Anos dourados na avenida

Saudades de um tempo que ficou!

 

Rei Momo imperando na folia

Visto minha fantasia

Sob censura o meio cultural

O teatro, o cinema, literatura, imprensa

MPB a voz do nosso musical

Radio novela esta no ar, tem carnaval

 

Abram alas ô... quero passar!

Hoje tem baile e marchinha pra cantar!

 

No cinema, tinha filme nacional (olha ai mais que legal!)

O teatro de revista, de vedetes e artistas

E roleta no cassino pra jogar

E no domingo de sol

No Pacaembu tinha paz no futebol

A cidade foi crescendo, meu país desenvolvendo

Arquitetura internacional

Que tempo bom recordo nesse carnaval.

 

SINOPSE DO ENREDO
O Grêmio Recreativo
Autor: André Machado

 

Chegou o carnaval! Momo, grande imperador da folia, abre as portas mais um vez para celebrar a mais autêntica manifestação popular e cultural existente que é o desfile das Escolas de Samba. Então ele convoca todos os seus súditos - nós sambistas para presenciar e festejar, junto, o maior espetáculo da Terra. Em retribuição, nós do Brinco da Marquesa, pisaremos forte na avenida contemplando mais uma vitória de estarmos juntos e unidos nessa confraternização cultural, relembrando o passado e os anos que, de tão marcantes, nos enchem de saudade.

Entre 1930 e 1945 o Brasil esteve sob o governo de Getúlio Vargas. Neste período, o país muda bastante e, embora sob forte controle desse governo em exercer a censura sobre o cinema, o teatro, a imprensa, a literatura e demais manifestações culturais, pode-se notar claramente uma larga produção artística em quantidade e qualidade nos diversos setores.

O rádio e o cinema eram a diversão de todos. No rádio os programas de auditório, os musicais e depois as novelas eram os preferidos. A música popular brasileira tomou grande impulso através da popularização dos cantores pelo rádio.

Carmem Miranda e o Bando da Lua, Mário Reis, Orlando Silva, Emilinha Borba, Francisco Alves, Vicente Celestino e tantos outros, pelas rádios Mayrink Veiga e Nacional (RJ) e Record e Tupi (SP), levaram suas vozes a todos os lares. Neles também chegaram as notícias do Brasil e do mundo pela voz do Repórter Esso. A indústria fonográfica crescia. Compositores como Ismael Silva, Ary Barroso, Noel Rosa, Ataulfo Alves, passaram a ser reconhecidos. O samba descia os morros e começava a ser valorizado. Os corsos, os ranchos e os primeiros desfiles oficializados de escolas de samba marcavam a animação do carnaval. Marchinhas carnavalescas, ainda hoje cantadas, foram compostas para os bailes de então. Na música, ainda Villa Lobos era o compositor Oficial do Regime.

O cinema celebrizava aqui os grandes mitos de Hollywood, como Greta Garbo, Robert Taylor, Clark Gable, Marlene Dietrich, entre outros. Incrementava-se a produção nacional de cinema com as companhias Atlântica e Cinédia.

Durante o governo de Getúlio Vargas criou-se o Instituto Nacional do Cinema (INC), destinado a promover o cinema nacional, e promulgaram-se leis para protegê-lo, como a que obrigava as salas de exibição a apresentar no mínimo um filme nacional por ano.

O teatro de revista com suas vedetes marcava-se como outra forma de diversão. E os cassinos, ou as grandes festas promovidas pelo Estado Novo, acorria à elite milionária.

O futebol se popularizava, levando grande torcida para os estádios, como o recém construído Pacaembu aqui em São Paulo. Os migrantes começavam a chegar maciçamente em nossas cidade, cujo o processo de urbanização se intensificava, assim como em outras capitais. Viadutos, a verticalização das construções passavam a marcar a paisagem urbana, produzia-se um arquitetura de nível internacional.

Um Brasil mais moderno, urbano e industrializado, se anunciava.

Nós do Brinco da Marquesa ao relembrarmos das décadas que foram realmente de ouro, estamos sim, prestando uma homenagem a todos os brasileiro que, nos anos de 30 e 40, encheram e enfeitaram densamente o país de cultura, mesmo sob censura, e com isso, fizeram elevar ainda mais o orgulho de cada um de nós de fazermos parte dessa nação.

 


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